domingo, 15 de maio de 2011

Vereador Novo da Banca é abordado pela Polícia Civil e assunto toma conta na Câmara de Vitória

por Josimar Cavalcanti



Um ponto polêmico envolvendo o vereador Edmilson Zacarias – Novo da Banca, foi a tônica principal da Sessão Ordinária dessa terça-feira (10) na Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão. Tudo em razão de uma abordagem da Polícia Civil que acabou revistando o parlamentar e o seu veículo no Centro comercial.

Segundo as intervenções dos vereadores que se solidarizaram com Novo da Banca, tudo começou quando o mesmo havia tido um desentendimento com o proprietário de uma churrascaria da cidade, pelo que tudo indica tenha motivado a Civil a querer revistá-lo.

Nesta reunião, foram apreciados cinco projetos de Lei, sendo que um deles foi submetido à votação e os outros quatro foram encaminhados à Comissão da Casa. O projeto de Lei aprovado nesta noite foi o que estabelece as normas de funcionamento da Comissão Municipal de Saúde.

Dos momentos incomuns, dois fatos marcaram a atenção dos presentes. Um deles foi a saída de Geraldo Enfermeiro (PSB) de todas as Comissões da Casa, tendo em vista que a partir deste dia houvera renunciado as suas atividades nestas Comissões, sem declarar as razões de não querer exercer sua responsabilidade como parlamentar. Quanto a outro momento, o Presidente da Casa, José Aglaílson (PSB), dando a entender que conduziria a Plenária, até que uns instantes depois de ter aberto agiu de modo inesperado. Ele simplesmente levantou-se e retirou-se da reunião, sem dar nenhuma justificativa e se esquecendo de cumprir o Regimento Interno neste caso, pois o protocolo determina que o comando da Sessão deva ser passado verbalmente quando o Presidente se retira. Sob o olhar absorto e atônito de todos, o vice-presidente Dr. Saulo (PSB), retoma e permite a continuidade da reunião. Dos parlamentares ausentes, apenas o vereador Everaldo Arruda.

Pedro Queiroz (PPS) procurou se solidarizar com o seu colega Novo da Banca, vindo a sua defesa considerando que se tratou de um ato agressivo e exagerado, onde a Civil usou de autoridade abusiva, completou.
Em aparte, Novo da Banca frisou que apesar do constrangimento, os agentes o trataram com educação para depois alertar: “Não levo de tapa de ninguém, pois se isso acontecer faça bem feito, para depois me dar um tiro para que eu não possa me levantar”, vaticinou.

Logo, o evento de inauguração e ampliação da Kraft Foods foi lembrado por Pedro Queiroz que lamentou o fato dos vereadores da cidade não terem sido citados na solenidade, tendo em vista que a instalação da fábrica de biscoitos e chocolates passou primeiramente sob a autorização da Casa Legislativa. Para provar que a fábrica detém compromisso regional sugeriu: “Quero aqui externar o requerimento direcionado a Kraft Foods para que nomeie em um de seus produtos o nome de Biscoito Vitória das Tabocas”, delirou.

Aproveitou para solicitar do Executivo providências para a regularização dos salários dos servidores da Saúde. “Que falte remédios e vacinas nos Postos de Saúde, contanto que não falte o salário dos servidores”, completou.
Insatisfeito com o quadro político letárgico da Vitória de Santo Antão, Pedro Queiroz defendeu o discurso da renovação, em tom insistente apontou várias vezes para José Aglailson (que ainda estava presente no momento), para dizer que a cidade estar cansada. “A política em Vitória é sempre Elias e Aglaílson... Aglaílson e Elias. Basta!”, cutucou.
Rebatendo, Aglaílson afirma: “Não estou louco para ser prefeito. Deixo o povo decidir”, concluiu.

O Secretário Sylvio Gouveia (PSB) esclareceu que o Legislativo não havia cometido erro no projeto de doação de terreno a Empresa Celelum Confecções Ltda, quando havia a acusação de que o terreno não pertenceria a terras públicas sob os cuidados da Prefeitura, alegando que no Cartório consta como propriedade do Poder local.

Como de costume, Pedro Queiroz rebate o seu antigo opositor. “Houve sim um erro, pois este terreno ainda não dispõe a expropriação concluída na Justiça e que este documento não é válido, tendo em vista que com dinheiro em qualquer Cartório é fácil fazer documentos como este”, vaticinou.



por Josimar Cavalcanti,
Correspondente do Blog.


"Se essa casa, se essa casa fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar..."

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